Duas motos idênticas, do mesmo modelo e ano, podem receber cotações bem diferentes, e a explicação quase nunca é a moto em si. Entender o que faz o preço do seguro de moto subir ajuda a saber onde você tem margem para mexer e onde não tem.
Resposta rápida
A SUSEP explica que o prêmio do seguro de automóveis tem como base o risco a que o bem está exposto, fixado pela seguradora a partir das informações que você presta. Na prática, os fatores que costumam pesar são:
- Modelo e cilindrada da moto.
- CEP de pernoite, onde ela dorme.
- Uso declarado: particular ou trabalho por aplicativo.
- Idade e tempo de habilitação de quem conduz.
- Itens de segurança, como garagem fechada, trava e rastreador.
Cada seguradora pesa esses itens do seu jeito, e os pesos não são públicos. Por isso, o método seguro é cotar em mais de um lugar.

Por que o modelo e a cilindrada importam
O Grupo Tracker, empresa de rastreamento veicular, publicou um ranking dos modelos de moto mais roubados em 2025, com base nas ocorrências atendidas pela própria operação em diferentes regiões do país. Segundo a empresa, motos entre 250cc e 800cc concentram o maior risco. É um levantamento de uma empresa privada, e não uma estatística oficial, então trate como um sinal, e não como verdade absoluta.
A lógica é fácil de entender: quanto mais visado é um modelo, maior tende a ser o risco para a seguradora e, com isso, maior o prêmio. Duas motos de valor parecido, mas com perfis de risco diferentes, podem receber preços bem distintos.
Tabela: o que pesa e o que dá para mudar
| Fator | Por que costuma pesar | Dá para mudar? |
|---|---|---|
| Modelo e cilindrada | Alguns modelos são mais visados por roubo e furto | Sim, na hora de escolher a moto |
| CEP de pernoite | A região onde a moto dorme influencia o risco | Em parte: a garagem pode mudar, o bairro nem sempre |
| Uso declarado | Uso para trabalho expõe a mais risco que o lazer | Sim, mas declare o uso real |
| Idade e tempo de habilitação | Condutores mais novos costumam ser vistos como maior risco | Não no curto prazo |
| Histórico de sinistros | Acionamentos anteriores podem influenciar a renovação | Em parte, avaliando se vale acionar por dano pequeno |
| Itens de segurança | Podem reduzir a chance de roubo | Sim: garagem fechada, trava e rastreador |
Essas relações são leituras de bom senso, e não regras publicadas por uma autoridade. Cada seguradora define as suas.
O erro mais caro: declarar uso errado
Se você contrata como uso particular, mas roda para aplicativos de entrega ou transporte, isso é informação relevante que a seguradora precisa saber. A regra de fundo é conhecida: quem contrata um seguro deve prestar as informações com veracidade, e omitir circunstâncias que influenciam o risco pode levar a redução ou perda da indenização, dependendo do caso e da apólice. As regras do contrato de seguro passaram a constar da Lei 15.040/2024, em vigor desde dezembro de 2025, então confirme a redação vigente e as condições da sua apólice com um profissional.
A conta é simples: economizar declarando errado pode custar a cobertura inteira justamente quando você mais precisa. Se isso já aconteceu com você, veja seguradora negou o sinistro: como recorrer antes de desistir da indenização.
Como reduzir o prêmio sem ficar descoberto
- Guarde a moto em garagem fechada à noite, se possível, e informe isso corretamente na cotação.
- Pergunte quais itens de segurança geram desconto e quais são exigidos, como o rastreador.
- Declare o uso real, mesmo que encareça.
- Compare combinações de cobertura, em vez de aceitar o pacote padrão sem olhar.
- Cote em mais de uma seguradora e compare coberturas iguais. A SUSEP orienta pesquisar preços antes de contratar.
Perguntas para a cotação (tabela de conferência)
| Pergunta | Por que importa |
|---|---|
| A moto vai pernoitar em garagem fechada? | Pode mudar o prêmio, e a informação precisa ser verdadeira |
| Vou usar para trabalho por aplicativo? | O uso declarado precisa refletir a realidade |
| O rastreador é exigido para este modelo? | Descobrir só depois de pagar é comum e evitável |
| Os acessórios (baú, alarme) entram na cobertura? | Podem precisar ser declarados à parte |
| Qual é a franquia e como ela é aplicada? | Muda o custo em caso de sinistro. Veja franquia do seguro auto |

Erros comuns na hora de cotar
- Comparar o preço com o do seguro do carro de um conhecido. O perfil de risco é diferente.
- Não declarar acessórios instalados. Eles costumam precisar de declaração à parte para entrar no valor coberto.
- Deixar de perguntar sobre o rastreador antes de fechar.
- Comparar cotações com coberturas diferentes, achando que a mais barata é a melhor.
- Declarar informação que não é verdadeira para baixar o preço.
Para comparar cotações com método e entender as coberturas, leia seguro de moto: coberturas e como comparar cotações.
Nota editorial
Este texto foi escrito com apoio de IA e revisado por Gustavo Leite. A definição de como o prêmio é calculado vem da página da SUSEP sobre seguro de automóveis, conferida em 21/09/2026. A afirmação sobre a faixa de 250cc a 800cc vem do ranking do Grupo Tracker (empresa privada de rastreamento, dados de 2025) e é citada como tal. Removemos afirmações de uma versão anterior que não tinham fonte, e também as citações a artigos do Código Civil, porque o Marco Legal dos Seguros (Lei 15.040/2024) já está em vigor e a redação aplicável deve ser conferida com um profissional. Condições variam por seguradora.
